Bom dia! Hoje é sábado, 27 de maio de 2017 | 03:06

Papo com Mulher / radiowebjovembrasil.com na Qualidade da Música e da Cultura

Papo com Mulher

OITENTA PALAVRAS


Era eu prisioneira do facínora, alguns corpos jaziam no chão. Sua fúria era implacável. Não havia perdão.
Era uma casa ampla com cômodos sem móveis, chão de tábua corrida. Era eu acuada num canto horrorizada com a barbárie, e impiedosamente obrigada a assistir aos momentos de horrores. Mas também era eu uma sobrevivente, um ser em busca de libertação, embora houvesse mortes, embora não houvesse a mínima chance de sobrevivência, era eu um ser em esperança, mesmo que a sobrevida após a exposição, após toda a impressão no arquivo cerebral se concretizasse, mesmo que toda a lembrança do que vi e ouvi vire o meu tormento diário, mesmo que eu não consiga mais dar um passo para vida e que esta vegete num quadrado de concreto de lar ou de hotel, mesmo que eu não consiga mais ter nenhum relacionamento amoroso e não consiga mais dizer nenhuma palavra, fique muda, fique cega, fique louca, mesmo assim, mesmo assim, eu quero sobreviver, porque o instinto de sobrevivência no ser humano está intrinsecamente ligado ao fato de ele ser.
Era eu um ser assustado e confuso e sem saber o que fazia eu ali, o que teria eu feito àquele talvez ser, mas ele era um conhecido, era alguém com rosto e proximidade, mas eu não o via. Havia uma porta e nela um pedacinho quebrado, era um quadradinho de vidro quebrado onde eu pude ver lá fora e entendi o sussurro em meu ouvido, oitenta palavras, - oitenta palavras? ? perguntei. Então gritei por aquela ínfima ligação que fazia entre os dois mundos, oitenta palavras! Um homem mau vestido, um roto, deu as caras e era ele conhecido do algoz. Saímos e entramos em um Jeep verde e novo, chorei porque ali eu vi o fim, mas não entendi, as oitenta palavras.
Um sonho, é um sonho, mas é um mundo à parte, onde a realidade daquele momento, daqueles instantes nos remetem à reflexões, a pensamentos diversos, assim que acordamos. Talvez eu esteja tão embriagada de notícias e tenha ficado abalado com as últimas que meus arquivos tenham embaralhado algumas palavras e tenha transformado este episódio em: Oitenta Palavras.
Ana@Cristina.
 
 " Ana terá que acordar e enfrentar todos os seus medos, suas angustias, perseguir seus sonhos e espantar seus prantos.
Eu confesso, quero um amor pra mim. Mas não aceito de qualquer jeito, quero um amor que diga baixinho no meu ouvido que me ama, mas que também declare este amor publicamente, sem nenhum porém. Eu quero um amor que preencha o silêncio com palavras de carinho, que converse comigo e não faça eu me sentir sozinha, mesmo na sua ausência. Eu quero um amor que me aceite de luz acesa.
Eu não quero um amor impossível, eu quero um amor de rotina. Que discorda, que sente ciúmes, que briga porque se importa. Não um amor de hashtag, eu quero um amor real, que sai das redes sociais para passar a tarde de domingo comigo. Eu quero um amor de sorriso fácil e alma transparente. Um amor que deixe eu me amar, que respeite o meu espaço e entenda que eu sou inteira ? e que apareça para somar. Um amor pra eu cuidar, mas que cuide de mim também, porque amor é troca. Eu quero detalhes, quero um amor único, que faça eu me sentir única. Quero um amor que nos altos e baixos me dê motivos ficar, não razões para ir embora.
Eu não espero um amor perfeito, porque perfeita eu também não sou. Por isso quero um amor que aceite os meus defeitos e que me incentive a melhorar, não por implicância, mas por amor. Que seja de verdade, que entenda o meu pior para ter o meu melhor, e que e me mostre quem verdadeiramente é. Eu quero um amor que me escolha, que me acolha. Não um amor que vai e volta, quero um amor que seja livre para ir, mas mesmo assim decida permanecer ao meu lado. Um amor leve, feito para durar.
Eu não espero um conto de fadas, eu quero um conto de nós dois e uma história só nossa. Sem medo do futuro, ou sombras do passado. Eu quero um amor maduro. Não pense que sou muito exigente, não estou pedindo demais? eu só quero um amor inteiro, porque se for metade, não é amor.

















































RECADOS

  • Adriano Sousa | Sapucaia do Sul - RS

    Que rádio perfeita!! D+ Parabéns locutor Davi! Audiência total por aqui!!

    19/02/2017 às 14h39

  • AGNALDO TEIXEIRA | Rio de JAneiro - RJ

    Esta rádio está de parabéns um excelente repertório com um um ótimo acervo. Um presente aos amantes da boa música, Black...

    19/07/2016 às 16h33

  • Deane Ramos | Guarulhos - SP

    Obrigada pelo apoio!

    10/07/2016 às 14h15

Escrever recado

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Venha participar da programação Rádio Web Jovem Brasil na Qualidade da Música
0%
KF Sites.com.br